quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Faça o que eu digo, não o que eu faço...


Impossível fugir do assunto que domina a net hoje. Eu adoro BBB e, mesmo esse estando uma porcaria, não deixei de assistir...e confesso estar enojada com as cenas patéticas desta noite. Assistir um homem usar de seus conhecimentos médicos para coagir, agredir e forçar uma confissão, contraria tudo que eu acredito.
Thatiana Bione é chata. Exagerada, barulhenta, sem noção e mais um monte de outras questões que eu poderia enumerar aqui. Mas a sua orientação sexual e a necessidade de assumí-la ou não publicamente é algo que só diz respeito a ela. Ainda que o Marcelo realmente estivesse preocupado com o seu "grande amigo" Marcos, não teria o direito de usar as palavras que Tathy algumas vezes deixou escapar, ou sua capacidade de analisar o comportamento humano, para confrontar uma garota meio bêbada e claramente ainda confusa sobre sua orientação sexual.
Marcelo não agiu em defesa de Marcos. Marcelo agiu por que Bione o incomoda, por que ela espelha seus próprios defeitos, suas próprias contradições. O Marcelo que cobra de Bione um posicionamento, é o mesmo que disse só ter contado a verdade à sua família semanas antes de entrar no programa. É o mesmo que usou sua revelação como um teatro bem armado para angariar simpatia do público. É o "doctor" que ao mesmo tempo que se diz homosexual amanhã se diz Bi, depois pan e que demonstra interesse por uma mulher.
Marcelo ontem deixou cair a máscara de jogador bem articulado e expôs o que eu sempre vi nele: manipulação, agressividade, falsidade e um ego exarcebado e perigoso.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Por que Rir Ainda é o Melhor Remédio!


Escrever é uma arte... e, às vezes, uma piada!


"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para satisfação dos habitantes." Claro, agora os defuntos estarão sempre de banho tomado!


"No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos." Eu me assustaria se eles estivessem conversando como normais!


"O cabrito-montês ficou morto na estrada durante alguns instantes."E depois ele recussitou??


"O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos."E eu sou uma bebê de 35!


"Parece que ela foi morta pelo seu assassino."Nossa, que trabalho interessante de investigação!


"A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço."Deve ser por isso que vivem de mão atadas!


"O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vítimas."Sobreviventes então, nem pensar!


"Nascido em Formosa do Rio Preto, Bahia, ele só tinha duas opões: matar ou roubar para comer. No entanto, ele preferiu trabalhar". Não eram duas opções? De onde veio a terceira???


"Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente." O frio não estava filiado ao sindicato grevista

"O acidente foi no triste e célebre Retângulo das Bermuda
s."Gente, até ontem era um triângulo! Vai ver que qualquer dia inventem o CÍRCULO DAS BERMUDAS...



"Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio,trata-se de um incêndio."Ah, bom! achei que fosse um churrasco!


Todas as frases acima foram retiradas de Jornais e Revistas reais, publicadas por jornalistas formados(???)....Bem...Melhor rir do que chorar!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Eu, você, todos nós...



Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava,o medo no primeiro dia na escola, você é os nervos à flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Saquarema, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra e o que esqueceu, mas ainda vive dentro do coração.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a primeira decepção, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, ou de ter falado demais, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora, mas ainda mais os sorrisos que deu.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pêlo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta,você é o toque, o suor, o arrepio, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo,você é o medo do futuro, o descontentamento com o hoje, a vontade de mudar, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, que ferido não agride, mas que luta, que persiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você é a luta, a dor, a paixão, o brilho no olho no primeiro encontro. Você é a certeza de ter tentado e a incerteza do resultado, Você é medo e vontade, luta e recuo, dor e prazer, você é o que grita e chora, ama e sofre, quer e perde, acolhe e aceita, começa, recomeça e não desiste.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê, a verdade que se esconde no silêncio da noite, no choro no travesseiro, você é alma, vida, luta, desejo e fogo...você é o que quer ser!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Comentando e Seguindo em Frente

Primeiro queria agradecer a todos pelas manifestações de carinho e apoio que recebi. Aos que comentaram e, aos que sem o fazer, estiveram comigo por email, por msn e por telefone.Existem momentos em que palavras são dispensáveis, em que uma piada ou a preocupação de um amigo em estar simplesmente por perto, ouvindo ou rindo junto, mesmo que sem motivo, são muito mais importantes que qualquer outra coisa.
Segundo, João Victor vai muito bem obrigado e, queiram ou não, permanecerá na escola com seus amigos, levando sua vidinha normal, entre livros, terapia, natação e umas broncas aqui e ali. Nada diferente do que já passamos antes e, infelizmente acredito, do que ainda iremos passar.
Nunca foi minha intenção fazer desse blog uma espécie de bandeira, ele nasceu para ser um espaço entre amigos, como diz seu nome, para escrever sobre o que penso e compartilhar com os amigos coisinha que gosto...mas sou mãe e isso é parte de mim, então não pude deixar de compartilhar com vocês esse momento também.
O hallos de ontem merece alguns comentários e eu não os queria escondidos lá dentro, mas aqui, para todo mundo ver.

Cacau, bem vinda ao grupo. Adoraria que você falasse sobre a experiência em outros países. Realmente o Brasil de papel, aquele das leis e gabinetes é perfeito, mas infelizmente quando as leis vem para o mundo real elas perdem um pouco o sentido, por que são deturpadas pelos homens.


Mara, seu carinho nunca precisou de palavras. Ele existe e é perceptível na sua maneira delicada de fazer cada um se sentir único. Você é capaz de transformar um espaço, muitas vezes impessoal como a net, numa casa em que cada um se sente acolhido, único e alvo de um tratamento exclusivo. Já disse que quando crescer quero ser assim? Parecidinha com você?

Lolita e BeBé, não vou separar as duas no meu comentário por que estiveram juntinhas nesses dias e o carinho conjunto me aqueceu. Eu não preciso ver o avatar de vocês aqui (embora goste de ver!) por que o carinho e o afeto de vocês se faz presente todo dia e independe de qualquer coisinha escrita. Mais ainda que isso, o que torna tão especial o que eu recebi de vocês nesses dias foi a renúncia. Amigas que esqueceram os próprios problemas para cuidar do meu. Obrigada? Talvez eu deva um agradecimento assim...mas amigos não agradecem com palavras, agradecem com risadas, um papo divertido e o amor que vocês sabem que tem em mim. E umas biritinhas no Finish of the Week, que afinal ninguém é de ferro!

Chris e Sil, que dividiram comigo suas próprias experiências, nessa arte tão difícil que é criar um filho, tornada ainda mais difícil quando os pequenos fogem do molde e não são "perfeitos"....Mas, afinal, quem é perfeito? Eu, com certeza, não sou. Não acredito em deficiências menores. A dor que vocês sentem com os problemas enfrentados pelos seus pequenos, não é menor que a minha com o meu pivete. Nem maior ou menor que a da mãe que empurra uma cadeira de rodas, sofre por não ouvir a voz do filho mudo ou por não poder mostrar a praia ao filho cego. Somos todas aventureiras nessa arte, errando, acertando, brigando, chorando muitas vezes e rindo outras tantas. Mas, sempre tentando o melhor caminho. E, apesar de não saber que caminho é esse, sei e acredito, mais ainda que ontem, que ele não passa por esconder, disfarçar ou envergonhar-se. Ele nasce e se faz no enfrentamento diário, ainda que cheio de percalços, mas de cabeça erguida e dizendo ao nossos pequenos que diléxicos, hiperativos ou portadores de asperger, eles são antes de tudo, apenas crianças. Com o mesmo direito de qualquer uma outra, de serem amados e respeitados em suas diferenças.

*As fotos que ilustram esse post são do João Victor em dois momentos: aos 8 dias de nascido, a primeira vez que pude pegá-lo no colo, ainda na UTI Neo Natal Intermediária, onde ficaria por mais uns dias e aos 11 anos, depois de contrariar muitos diagnósticos "definitivos" e não apenas aprender a andar, mas inclusive a jogar futebol!

A vida segue, tocando em frente!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

DIFERENTE SIM...E DAÍ?

....Atualizado....


Eu gosto de azul e você de vermelho. Prefiro chocolate e você goiabada. Adoro dormir até tarde e você acorda com as galinhas. Sou incapaz de ler uma frase em inglês e você fala três línguas diferentes. Ok! Isso faz de nós diferentes. Sou mais alta, ou mais gorda, mais inteligente, menos atlética, destra e você canhota...E daí? Desde quando gostar de chocolate, não saber o que significa FTW ou a mão que eu escrevo, me define?
Concordamos até aqui? Que bom. Mas, e se eu disser que sou cega, ou surda, incapaz de andar, disléxica, autista, deprimida, superdotada....isso também faz de nós diferentes. Mas será que nos define? Qual a diferença entre limites e limitações?
Se eu não gosto de chocolate e você me convida para um lanche, com certeza providenciaria um bolo de fubá ou de coco. E não reclamaria disso e nem trataria como um grande inconveniente. Seria normal, um gesto de carinho com alguém que você convidou. E se você convidasse um cadeirante para ir a sua casa? Consideraria um grande inconveniente precisar providenciar rampas de acesso ou uma porta mais larga?
Em algum momento a diferença passa a ser deficiência e o que seria apenas um gesto de carinho ou uma adaptação vira um grande problema, um caso clínico, uma preocupação extrema. E o que eu não conheço ou não sei lidar vira um problema. Ignorância vira medo e daí para a agressão e a exclusão é só um passinho.
Ser diferente, fugir do padrão, da norma se torna um peso enorme, numa sociedade em que a eficiência é quase uma obrigação, em que a perfeição física é o modelo e em que sair do molde é um pecado mortal. No entanto, quem de nós não é imperfeito ou pouco eficiente em algo?
Ensinei meu filho desde muito cedo, que suas limitações não são limites, mas obstáculos apenas. E como tal devem ser vencidos. Também o ensinei que elas não o definem, não dizem quem ele é. Ele aprendeu a dizer psiquiatra, com a mesma naturalidade que diz ortopedista. Terapia, com a mesma cara que diz natação. Por que cada uma delas é parte de seu desenvolvimento, e não parte de sua vergonha.
Ontem e hoje, não pela primeira vez, eu me questionei se essa foi a melhor escolha. Se encarar de frente o preconceito é uma atitude verdadeira ou apenas uma atitude suicida. Respostas eu ainda não tenho, nem sei se as terei em um curto espaço de tempo. Talvez elas não cheguem nunca. Mas se elas não vierem, resta-me o consolo de ter feito aquilo que acreditei correto.
Enquanto pais e familiares trancarem suas crianças "diferentes" em casa, como se elas fossem uma vergonha ou um peso, elas continuarão a ser vistas dessa forma. Enquanto se aceitar o segregamento delas em escolas especiais, em classes diferentes, como se elas não fizessem parte da mesma sociedade que eu ou você, elas crescerão à parte.
Uma rua não é feita pra quem anda, mas deveria ser acessível a todos. Uma escola não é feita para algumas crianças, mas para todas, sem exceção. Por que elas crescem. E é na escola, assim como na vida, que elas aprendem a conviver e a respeitar as diferenças.


UPDATE: Para ler e Refletir...

“...E diferente, para mim, não é apenas
quem sai da chamada normalidade física.
Existem os interiormente diferentes
(poetas, pintores e músicos em geral).
Dizia eu que a carga de preconceitos vários
é tão grande, quando a diferença é de natureza física,
que ali se instala uma das maiores fontes
de sofrimento humano.

O diferente carrega desde cedo apelidos
e marcações, os quais acaba incorporando.

Só os diferentes mais fortes do que o mundo
se transformaram (e se transformam)
nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente, antes mesmo dos demais
começarem a perceber.

Diferente é o que se emociona, enquanto
todos em torno agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco; chora onde
outros xingam; estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre sonhadores.
Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.
Sofre onde os outros ganham.
Os diferentes aí estão:
enfermos, paralíticos, anões, portadores
de síndrome de Down, machucados, engordados, anoréxicos, inteligentes em excesso,
bons demais para aquele cargo, excepcionais,
narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande,
de roupas erradas, cheios de espinhas,
de mumunha, de malícia ou de baba.
Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo Ser.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes
que eles guardam para os pouco capazes
de os sentir e entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana.

De que só os diferentes são capazes.

Jamais mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente forte
para suportá-lo (o amor) depois”.

Artur da Távola



*Post em construção, sem correções.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A lição dos lobos


Acredito na bondade do ser humano. Sou uma otimista por natureza. Já levei algumas “bordoadas” por isso, algumas de cicatrização difícil e cura longa e dolorosa. Mas teimosamente, continuo crendo que a maioria das pessoas é boa, que suas intenções nem sempre são compreendidas e que no fundo a maldade aparente é muitas vezes apenas o reflexo de dores profundas. Ainda acredito que as pessoas muitas vezes agridem por defesa, por medo. Muitas agem como feras acuadas e feridas, que rosnam e mordem primeiro, por que temem ser mordidos.
Justificativa simplista? Talvez. Não sei se sou tola ou inocente demais. Ou ingênua como alguns amigos me definem. O que eu não duvido nunca é que a maldade humana sempre, inevitavelmente acaba por se voltar contra quem a pratica. Trata-se de uma lei quase física, ação e reação. Não no campo material, mas no campo espiritual, na aura ou energia que circula entre todos nós. Ninguém consegue dar ao Universo dor, agressão e maldade e receber de volta afeto e compreensão. Ninguém planta violência e colhe paz.
Somos todos ligados de maneira invisível uns aos outros, cada ato, pensamento, desejo e ação geram uma onda que se propaga no tempo e no espaço e se encontra com tantas outras de tamanho e energia diferente e que hoje ou amanhã, acabam por voltar até nós.
Gosto de pensar na lição dos lobos. São animais gregários, que vivem pelo e para o bando. Lobos caçam em grupo e se um dos seus está ferido ou doente, ainda assim é alimentado, cuidado e protegido. Seus filhotes, diferente de outras espécies, alimentam-se primeiro e são mantidos sempre vigiados por uma espécie de babá que está disposto a morrer se necessário, para garantir a vida da nova geração. Temos muito a prender com eles.
Desculpem o tom melancólico, mas hoje estou triste e decepcionada. Vai passar, com certeza. Aliás outra das certezas (poucas, muito poucas) que tenho na vida: tudo passa, até as maiores dores. Restam cicatrizes. Mas essa é outra história.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Assim é, se lhe parece....



Alguém já disse que em tudo na vida existem três versões: a minha, a do outro e a verdadeira. Por mais imparcial que imaginemos ser não somos capazes de enxergar A VERDADE. Por que ela chega até nós filtrada por nossas emoções, nossas experiências, nossas histórias e nossas noções de certo e errado. A verdade que enxergamos é a nossa verdade, construída em cima de nossas expectativas.
Enxergar algo além daquilo que está obviamente a nossa frente nem sempre é fácil. E mais que isso, nem sempre é o que queremos. O natural é analisar tudo de nosso confortável ponto de vista.
Assim a minha dor é maior que a do outro, sempre. As minhas necessidades são mais urgentes. Os meus amores muito mais intensos. As minhas decepções muito mais doloridas. Não por que eu seja egoísta, mas por que a minha percepção da dor e da necessidade do outro é limitada.
Nada de errado nisso....desde que eu reconheça essa minha limitação e tenha o cuidado de não fazer dela uma desculpa para todos os meus atos. Ou torna-se fácil demais justificar minhas atitudes como sendo parte da minha impossibilidade de perceber as dores do outro.
E aí eu ganho um salvo conduto para exigir sempre que compreendam as minhas necessidades e enxerguem as minhas ações, enquanto ignoro ou finjo ignorar a do outro. Quem de nós não conhece alguém com a capacidade de inverter as situações, sempre ao seu próprio favor?
São especialistas na arte de manipular. Sejam palavras, fatos ou pessoas. Manipulam até que estejam dentro da verdade que lhes convém. Invertem as situações e passam num piscar de olhos de algozes a vítimas, de culpados a inocentes.
É cansativo conviver com pessoas assim por que elas nos obrigam a estar sempre em estado de atenção, medindo cada palavra, cada gesto, para que ele não seja mal interpretado nem usado contra nós.
Aprender a olhar com olhos mais amorosos e menos impositivos, entender que nem tudo "é", quase tudo "apenas parece ser"...... É um desafio diário tentar me colocar no ponto de vista do outro e aceitar que não sou capaz de sentir a dor dele, sou no máximo, capaz de me solidarizar com ela, mas sentir é algo muito pessoal. Se sou capaz de entender que minha compreensão do outro é limitada posso julgar menos e amar mais, cobrar menos e doar mais....

 
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